A Pharol registou um resultado líquido de 61,8 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, quando tinha tido um prejuízo de 8,3 milhões de euros em igual período de 2016, anunciou hoje a empresa.

Esta evolução reflete, por um lado, "a valorização do investimento na Oi alavancado pelo incremento da capitalização bolsista" da operadora brasileira, destacou a Pharol (antiga PT SGPS), que detém cerca de 27% da Oi, no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Depois, há ainda um "ganho de 700 mil euros na valorização da opção de compra das ações da Oi (apesar de em 30 de março de 2017 ter expirado uma das suas tranches)", informou a companhia.

Luís Palha da Silva, presidente da Pharol, assinalou que "a Recuperação Judicial da Oi poderá estar perto da sua concretização" e que "encontros entre os diversos 'stakeholders' [partes envolvidas] têm vindo a confirmar que a flexibilidade de todos é, neste momento, obrigatória".

A data de realização da assembleia-geral de credores foi recentemente fixada para 9 de outubro.

A Pharol realçou também a manutenção da tendência de redução de custos operacionais, que baixaram 20% em termos homólogos para 2,6 milhões de euros.

De resto, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) manteve-se em terreno negativo, ainda que melhorando de 3,3 milhões de euros negativos (junho de 2016) para 2,6 milhões de euros negativos (junho de 2017).

A Pharol referiu que, no final do primeiro semestre, "a estimativa de recuperação dos instrumentos de dívida emitidos pela Rio Forte mantém-se em 9,56% do seu valor nominal".

Isto, do total de quase 900 milhões de euros investidos na sociedade do antigo Grupo Espírito Santo (GES).

Por outro lado, Palha da Silva sublinhou que, "apesar do insucesso de alguns passos dados nas instâncias judiciais no Luxemburgo visando a maior celeridade e transparência do processo de falência da Rio Forte, a Pharol considera que houve esclarecimentos que se podem revelar muito positivos no relacionamento com os Administradores Judiciais".

Os esforços de contenção de custos mantém-se e o progresso no primeiro semestre de 2017 foi francamente animador", concluiu.