As bolsas europeias iniciaram esta penúltima sessão da semana, impulsionadas pelo fecho positivo dos mercados norte-americanos, ontem, depois de a Reserva Federal dos Estados Unidos ter sinalizado menos subidas das taxas de juro nos próximos meses. Embora o crescimento da maior economia do mundo seja ainda moderado, a Fed destacou a forte subida do emprego.

Ora, as reuniões dos bancos centrais naturalmente influenciam as bolsas, ainda para mais tendo sido esta da maior economia do mundo. As praças europeias estão animadas, com valorizações até 1,25%, que pertence, de resto, ao PSI20. Lisboa arrancou assim com a maior subida entre as praças europeias, negociando acima dos 5.100 pontos.

Entre as cotadas, destaque para a Sonae, que apresentou resultados hoje antes da abertura do mercado. O lucro da retalhista subiu 22% para 175 milhões de euros em 2015, apesar da queda das margens no retalho. E, embora esteja ligeiramente abaixo das expectativas dos analistas, as ações estavam a valorizar na primeira meia hora de negociações 0,6% para 1,051 euros.

Ainda no retalho, a Jerónimo Martins era a única empresa a cair ao início da manhã, uns ligeiros 0,18% para 14,005 euros por ação.

Depois, cabia à energia a maior subida do índice, com a Galp a suportar. A empresa está sob foco com a evolução dos preços do petróleo, hoje que o barril de Brent, londrino, que é aquele que serve de referência para Portugal, ter superados os 41 dólares bem cedo, numa valorização não longe dos 2%.

Na banca, nota para o BPI, hoje já com uma valorização mais ligeira do que nas últimas sessões, de 0,4%, com cada ação a cotar nos 1,271 euros. Os investidores estão na expectativa de que o espanhol Caixabank – o maior acionista – esteja mesmo na iminência de anunciar o acordo com a segunda maior acionista, a Santoro, para ficar com a parte da empresária Isabel dos Santos e assim cumprir as exigências do BCE para resolver a exposição do banco a Angola.

A imprensa especializada dá conta de que só falta mesmo ultimar as aprovações formais e questões legais, até porque com este negócio a ideia será Isabel dos Santos ficar, em troca, com o controlo do Banco de Fomento de Angola.

Já o BCP avança 0,2% para 0,044 euros.