Os CTT estão a acusar uma forte derrapagem em bolsa, à volta de 8%, para 6,676 euros. Já foram negociadas mais de 700 mil ações, na reação aos resultados do primeiro semestre apresentados ontem, inferiores ao esperado.

O lucro caiu 19% para cerca de 32 milhões de euros até junho, pressionado pelos custos de lançamento do Banco CTT, menos tráfego do correio postal e pela perda de grandes clientes em Espanha.

O banco postal terminou o mês de Junho com 56 milhões captados em depósitos e 20.200 contas abertas.

Seja como for, na abertura, a queda dos CTT não estava a ser suficiente para empurrar o PSI20 para terreno negativo. Mas a verdade é que, tendo arrancado linha de água, facilmente podia pender para esse patamar, o que veio a verificar-se depois da primeira meia hora de negociação, com uma perda de 0,2%. A pressionar esteve também a queda da Pharol, de 4% para 0,165 euros. 

Já a energia, por outro lado, está com luz verde. A EDP subia 1,6% pouco depois do arranque para 3,082 euros. A elétrica fez uma emissão de dívida a 7 anos, com taxas mínimas históricas e até o BCE comprou obrigações.

A Galp sobe 0,7% para 12,685 euros.

Na Europa, reação positiva ao corte das taxas de juro para 0,25% por parte do Banco de Inglaterra, mês e meio depois do referendo favorável ao Brexit. É o valor mais baixo de sempre e a primeira vez que a taxa diretora foi reduzida nos últimos sete anos. Londres sobe 0,6%.