Todas as praças europeias arrancaram no verde esta quinta-feira, a beneficiar do fecho em máximos de quatro meses das bolsas norte-americanas na quarta-feira. Ainda assim, pela Europa, rapidamente Londres, Paris e Milão passaram para o lado das perdas. A influenciar este sentimento está a queda dos preços do petróleo e também resultados desapontantes de empresas como a Unilever e a Burberry.

Ainda assim, Lisboa estava a aguentar-se do lado dos ganhos, com o PSI20 a subir 0,4% para 5024,87 pontos.

A suportar está mais uma vez o BCP, a subir 3,5% para 0,0386 euros. Ontem, o banco fechou a disparar 10% e tem beneficiado do acordo alcançado no domingo passado para o BPI, que conseguiu reduzir a exposição a Angola como mandam as regras do BCE.

O BPI continua pela quarta sessão sem negociar. A CMVM suspendeu as ações na segunda-feira porque quer saber os detalhes do negócio em que os espanhóis do CaixaBank ficam com a parte que a empresária angolana Isabel dos Santos tem no banco. Essas informações ainda não foram enviadas ao mercado e, até lá, os títulos continuam sem negociar. A última cotação é, portanto, a de sexta-feira passada (1,191 euros).

O setor da energia, sobretudo, está a impedir maiores ganhos, com a Galp a cair 0,3% para 11,51 euros e a EDP a desvalorizar um pouco mais do que isso para 2,95 euros.

Os preços do petróleo estão hoje a cair, a corrigir do valor mais alto do ano registado ontem: o Brent negociado em Londres – que serve de referência para Portugal – esteve perto de tocar nos 45 dólares por barril, mas hoje acusava logo pela manhã um recuo de 2%, pouco acima dos 43 dólares.

Antecipa-se uma sessão algo volátil nos mercados.