A bolsa nacional arrancou a perder 0,22% numa semana muito importante para Portugal, já que sexta-feira será conhecido o Orçamento do Estado e, com isso, as medidas que irão afetar os bolsos dos portugueses. 

Estamos, também, a menos de duas semanas de saber a decisão da DBRS - a única agência de rating para quem Portugal não é lixo - sobre a nota de Portugal. Em entrevista telefónica à Reuters, o ministro das Finanças disse que a agência lhe comunicou que está “totalmente confortável” com a “posição orçamental muito forte” de Portugal.

A esse propósito, os juros da dívida a 10 anos estão a aliviar ligeiramente, ainda assim estão a rondar máximos de oito meses, nos 3,52%. São estas Obrigações do Tesouro que permitem aferir o risco de um país junto dos mercados e o valor está ainda longe ada altura em que Portugal teve de pedir ajuda externa (aí ultrapassaram os 7% na mesma maturidade). 

Na bolsa, em termos de destaques, a Galp escorrega cerca de 0,5% para 12,205 euros, num dia em que os preços do petróleo também a cair nos mercados internacionais. Já os combustíveis - calculados com base na evolução das cotações na semana anterior - sobem, e não é pouco, a partir de hoje.

O BPI recua ligeiramente (0,1%) ainda sem grande reação ao facto de a maior empresa de telecomunicações angolana Unitel acordou ter acordado comprar 2% do Banco de Fomento de Angola ao BPI e assumir o controlo do BFA. Com isso, o BPI consegue cumprir a exigência do Banco Central Europeu para reduzir a exposição excessiva a Angola.

As bolsas europeias estão a definir o sentimento também para terreno negativo.