Foi mais um dia de perdas para o BCP. A instituição liderada por Nuno Amado caiu 5,1% para 0,022 euros, ligeiramente acima do mínimo de 0,0205 euros, e acabou por contribuir para o fecho negativo do PSI20. O principal índice nacional desvalorizou 0,4% para 4.806,42 pontos.

Em entrevista à Reuters, o CEO do BCP, Nuno Amado, disse esta semana que o banco vai manter uma "super" disciplina financeira e na melhoria do negócio, e não tem intenção de fazer qualquer aumento de capital relacionado com o Novo Banco. A Reuters refere ainda que a descida de hoje refletiu o sentimento negativo na banca europeia, com a rentabilidade do sector a ser castigada pelos mínimos recorde das taxas de juro determinadas pelo BCE.

Mas não foi só o banco que contribuiu para o desfecho pouco animador da negociação de hoje. Lá fora a Europa negoceia no vermelho, por cá pesos pesados como a Jerónimo Martins também não ajudaram.

BPI próximo do valor da oferta pelo Caixabank

A retalhista derrapou 1,4% para 14,31 euros. Na banca, o BPI e o Montepio também encontraram o sinal negativo. Desceram 3,56% para 1,112 euros e 0,37% para 0,546 euros, respetivamente. O banco de Fernando Ulrich ficou muito perto dos 1,113 euros propostos pelo espanhol Caixabank na Oferta Pública de Aquisição. Num dia em que a oferta recebeu luz verde da Comissão Europeia.

Quem também não poupou o índice nacional foram a Sonae, ao descer 2,12% para 0,89 euros, a Corticeira Amorim com uma depreciação de 1,54% para 7,099 euros, e a Nos, negativa em 0,24% para 6,31 euros. Na energia, EDP e Ren também encerraram em baixa, com a empresa liderada por António Mexia a perder 0,96% para 2,986 euros.

Do lado dos ganhos as maiores valorizações chegaram da The Navigator e da Semapa, mas foi a Galp que travou maior perdas, pelo peso que tem no índice. A energética ganhou 1,91% para 12,27 euros a beneficiar do valor do preço do petróleo nos mercados internacionais. O preço do barril de Brent está em queda, recuando após três sessões de ganhos, mas permanece perto de máximos de 2016, com a descida dos inventários de crude nos Estados Unidos e disrupção na oferta nos mercados internacionais.