A primeira sessão de abril nas bolsas europeias arrancou com uma única cor: o vermelho. Depois do fecho negativo dos mercados norte-americanos e asiáticos, as praças europeias foram arrastadas e apresentaram quedas consideráveis logo na primeira hora de negociação, com Paris, Madrid e Frankfurt a perder mesmo acima de 1,5%, num dia que será marcado pela divulgação de vários dados sobre o desempenho das economias do Reino Unido, da China, na zona euro e nos EUA, pelo que impera a cautela entre os investidores.

Lisboa perdia 1,13% para os 4.963,74 pontos. O PSI20 já não negociava abaixo dos 5.000 pontos há mais de duas semanas.

A penalizar o índice estava o peso pesado BCP. Mesmo depois do tombo de 7,5% ontem, e de em cinco sessões o banco ter perdido 22% do seu valor, hoje continua ainda do lado das perdas, uma desvalorização de 1,7% para 0,035 euros por ação.

A indefinição na estratégia do banco e a possibilidade de um aumento de capital estão a penalizar as ações. O BCP estava nas últimas semanas a beneficiar da especulação em torno do futuro do BPI. Desde que as negociações entre o CaixaBank e a Santoro de Isabel dos Santos começaram, as ações do BCP recuperaram mais de 30% em bolsa. Mas como não houve avanços concretos, agora está a acontecer o contrário.

Já o BPI avançava uns ligeiros 0,3% para 1,25 euros no início das negociações.

Na energia, o sentimento é misto, num dia de ligeira desvalorização do Brent, o petróleo que serve de referência para Portugal, mas com cada barril ainda no patamar dos 40 dólares. A EDP descia 1,7% para 3,073 euros por título e a ações da Galp, por seu turno, ganhavam 0,2%, com cada uma a cotar nos 11,08 euros.

Com mais de metade das empresas no vermelho, a Altri é o título que mais perde (2,6% para 3,734 euros)

De notar que hoje serão divulgados dados sobre o desemprego em Portugal.