Os ganhos da Jerónimo Martins, da Galp Energia e da telecom NOS foram os que mais impulsionaram a bolsa portuguesa, apesar de mais uma forte queda da Pharol. O índice PSI-20 avançou 1,32% para 4.830 pontos. O índice Stoxx que segue as 600 maiores cotadas europeias avançou 1,44%.

A retalhista Jerónimo Martins subiu 2,69% para 13,375 euros. Segundo analistas, o seu lucro terá disparado 31% no quarto trimestre, com uma forte margem operacional. A empresa apresenta amanhã os seus resultados anuais, após o fecho do mercado, e a média das estimativas dos analistas ouvidos pela Reuters aponta para lucros anuais de 337,5 milhões de euros, o que representaria uma subida de 12% face a 2014.

A Galp avançou 1,88%, beneficiando da subida de 1,3% do preço do barril de Brent para 37 dólares. Desde meados de janeiro, quando cehgou a negociar nos 27,6 dólares por barril, o petróleo já recuperou cerca de 30%.

A telecom NOS avançou 1,85%. Os resultados apresentados ainda antes da abertura do mercado foram bem recebidos pelos investidores, com a NOS a mostrar lucros em 2015 de 82,7 milhões de euros, acima das estimativas dos analistas, que apontavam para lucros de 77 milhões de euros.

A construtora Mota Engil disparou 8,86% para 1,72 euros, embora Albino Oliveira, analista da Patris, citado pela agência Reuters, considera que “não há notícias específicas que expliquem a valorização de hoje, mas a verdade é que o título tem mantido uma tendência de recuperação sustentada".

A EDP avançou 0,74%, apesar do Banco Haitong ter alertado que o reforço de supervisão pela ERSE do mercado de serviços de sistema ser negativo para a elétrica.

Na banca, o BPI fechou estável nos 1,069 euros e o Millennium BCP caiu 0,29%.

PHAROL AFUNDA

Pela negativa, destaque para a Pharol, a maior acionista da Oi, que afundou mais de 8%, após um novo corte de rating da Oi, desta vez pela Moody's. A semana passada foi a Fitch que cortou o rating da Oi.

A Pharol caiu para 0,165 euros, o que representa um novo mínimo histórico.

"O fluxo de notícias tem sido muito negativo para a Oi: vimos o fundo russo Letterone a recuar, a saída da TIM do cenário de fusão. Crescem os riscos e receios quanto à qualidade creditícia da Oi", disse João Lampreia, analista do BiG-Banco de Investimento Global. "O impacto na Pharol de um eventual default da Oi, do ponto de vista de 'equity', seria uma razia, mesmo tendo em conta que é uma holding com 100 milhões de euros de dinheiro em Balanço e o crédito à Rio Forte", frisou João Lampreia.