As acções do BCP fecharam a ganhar 3,73%, enquanto as do BPI recuaram 4,05%. Os títulos do banco liderado por Fernando Ulrich dispararam ontem 6,3%, beneficiando da proposta da Unitel para comprar 10% do BFA por 140 milhões de euros, que seria um bom encaixe e ajudaria a resolver o problema da exposição do banco aos grandes riscos.

A petrolífera Galp Energia desvalorizou 3,13%. O Haitong vê os novos impostos à produção de crude e gás aprovados pelo Estado do Rio de Janeiro como potencialmente negativos para a Galp, podendo resultar num corte de 17% no 'target' para o título.

Pressão adicional da NOS, Portucel e Pharol, todas com quedas superiores a 1%.

Pela positiva, para além da subida do Millennium BCP, znota para o ganho de 1,8% da retalhista Jerónimo Martins e para a valorização de 3,4% da Impresa.

No mercado de dívida, a taxa das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos recuam quatro pontos base para 2,52%.

TELECOMS BRILHAM LÁ FORA

A liderar estiveram as telecoms francesas, após saber-se que a Orange está em conversas preliminares para uma fusão com a rival Bouygues Telecom. As ações da Orange subiram 0,72% e as da Bouygues ganharam 0,39%, mas a liderar estiveram os títulos da Altice, que avançaram 9,33% e os da Numericable, que dispararam 12,23%.

O sector dos recursos naturais ganhou 1,5%, a recuperar do tombo de ontem, após a China, o maior consumidor mundial de metais, ter assustado os investidores com a décima queda consecutiva da atividade industrial, em dezembro. “A incerteza de curto prazo continua e as ações poderão chegar a novos mínimos nas próximas semanas, criando possivelmente oportunidades de compra interessantes", disse Alessandro Allegri, responsável da Ambrosetti Asset Management. Considera que "a principal razão para a incerteza é a China, uma vez que os resultados empresariais e os números macro na Europa e EUA não mudaram".

Já hoje, o Banco Central Chinês teve de intervir no mercado monetário, injetando 20.000 milhões de dólares e o regulador de mercado sugeriu que poderá restringir a venda de títulos pelos acionistas de referência das empresas.

No mercado petrolífero, o barril de Brent corrige do disparo de ontem e cai 1,8% para 36,55 dólares. O euro deprecia-se 0,83% face à moeda norte-americana, para mínimos de um mês em 1,0739 dólares.