O índice PSI-20 fechou em queda pelo segundo dia consecutivo. Depois de ter recuado 1,5% na primeira sessão do ano, a bolsa ncional perdeu mais 0,3%. "O dia foi sobretudo marcado por uma forte volatilidade, com uma Europa que fez um movimento de recuperação face às quedas de ontem, mas muito fraco, num contexto de fortalecimento do dólar e queda do preço petróleo", explicou Albino Oliveira, citado pela agência Reuters. O analista da Patris adiantou que "em Lisboa, um dos destaque vai para a subida mais forte do BCP, podendo haver aqui algum 'switch' por parte de investidores que saíram do BPI".

As acções do BCP fecharam a ganhar 3,73%, enquanto as do BPI recuaram 4,05%. Os títulos do banco liderado por Fernando Ulrich dispararam ontem 6,3%, beneficiando da proposta da Unitel para comprar 10% do BFA por 140 milhões de euros, que seria um bom encaixe e ajudaria a resolver o problema da exposição do banco aos grandes riscos.

A petrolífera Galp Energia desvalorizou 3,13%. O Haitong vê os novos impostos à produção de crude e gás aprovados pelo Estado do Rio de Janeiro como potencialmente negativos para a Galp, podendo resultar num corte de 17% no 'target' para o título.

Pressão adicional da NOS, Portucel e Pharol, todas com quedas superiores a 1%.

Pela positiva, para além da subida do Millennium BCP, znota para o ganho de 1,8% da retalhista Jerónimo Martins e para a valorização de 3,4% da Impresa.

No mercado de dívida, a taxa das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos recuam quatro pontos base para 2,52%.

TELECOMS BRILHAM LÁ FORA

As bolsas europeias fecharam com ganhos de até 1,2% em Milão, num movimento de recuperação face às descidas de ontem, tendo o índice que acompanha as 300 maiores cotadas europeias, o FTSEurofirst 300, subido 0,44%.

A liderar estiveram as telecoms francesas, após saber-se que a Orange está em conversas preliminares para uma fusão com a rival Bouygues Telecom. As ações da Orange subiram 0,72% e as da Bouygues ganharam 0,39%, mas a liderar estiveram os títulos da Altice, que avançaram 9,33% e os da Numericable, que dispararam 12,23%.

O sector dos recursos naturais ganhou 1,5%, a recuperar do tombo de ontem, após a China, o maior consumidor mundial de metais, ter assustado os investidores com a décima queda consecutiva da atividade industrial, em dezembro. “A incerteza de curto prazo continua e as ações poderão chegar a novos mínimos nas próximas semanas, criando possivelmente oportunidades de compra interessantes", disse Alessandro Allegri, responsável da Ambrosetti Asset Management. Considera que "a principal razão para a incerteza é a China, uma vez que os resultados empresariais e os números macro na Europa e EUA não mudaram".

Já hoje, o Banco Central Chinês teve de intervir no mercado monetário, injetando 20.000 milhões de dólares e o regulador de mercado sugeriu que poderá restringir a venda de títulos pelos acionistas de referência das empresas.

No mercado petrolífero, o barril de Brent corrige do disparo de ontem e cai 1,8% para 36,55 dólares. O euro deprecia-se 0,83% face à moeda norte-americana, para mínimos de um mês em 1,0739 dólares.