O índice de referência nacional PSI-20 caiu 0,21%, com nove títulos em queda e igual número de subidas.

Os títulos da encerraram em queda, com o BPI a perder 2,41%, o Millennium BCP  a recuar 4,92% e o Banif a afundar 7,14%. Segundo operadores, o Banif está a ser castigado pelo nervosismo dos investidores sobre se a dívida subordinada convertível injetada pelo Estado será transformada em capital, penalizando os acionistas. Além disso analistas contatados pela agência Reuters referem-se ao efeito 'penny stock' que acentua as variações percentuais de ações de valor muito reduzido.

No caso do BCP, os operadores explicam que o título é fustigado pela perspetiva de que o novo governo na Polónia, liderado pelos eurocéticos do partido Lei e Justiça (PiS), introduza medidas desfavoráveis para a banca. A questão da conversão de empréstimos hipotecários contraídos em francos suiços para zlotys mantém-se no to+po das preocupações, já que os bancos polacos podem ser chamados a assumir as perdas dessa conversão. O BCP detém 50,1% do capital do polaco Bank Millennium.

As acções da Jerónimo Martins, que também está exposta à Polónia, através da líder no retalho alimentar, Biedronka, desceram 0,12%.

Pressão adicional da Galp, que desceu 2,42%, acompanhando as desvalorizações do sector petrolífero europeu, apesar ter apresentado lucros que superaram as estimativas dos analistas. O lucro líquido ajustado da Galp subiu 49% para 180 milhões de euros no terceiro trimestre de 2015, acima do previsto, e suportado por um forte aumento nas margens de refinação, que compensou o impacto da queda do preço do crude.

PHAROL DISPARA

Pela positiva, destaque para os fortes ganhos da Pharol, que subiu 13,35%, após a LetterOne, do bilionário russo Mikhail Fridman, ter proposto injetar até 4.000 milhões de dólares na Oi se a brasileira se fundir com a Tim Participações. O investimento da LetterOne ajudaria a Oi a aliviar o peso da dívida, que ultrapassa os 38.000 milhões de reais (cerca de 9.000 milhões de euros), melhorando a sua posição antes de uma fusão com a Tim, que é controlada pela Telecom Italia.

Destaque também para a valorização de 7,63% da Mota-Engil, com o mercado a aplaudir o anúncio de que entrou no mercado de energia liberalizado no México, um mercado com forte potencial de crescimento, permitindo-lhe continuar a diversificar o seu negócio. Adicionalmente, beneficia de uma subida de preço-alvo, em 11% para 4 euros por acção, feito pelo Santander, que vê a entrada da construtora neste mercado de energia como catalisador positivo que pode restabelecer a confiança num título "profundamente" subvalorizado.

EUROPA SEM TENDÊNCIA DEFINIDA

As bolsas europeias fecharam entre uma queda de 0,54% em Paris e uma subida de 0,78% em Atenas, com os investidores à espera da reunião da Reserva Federal dos EUA, esta terça e quarta-feira, depois de esfumado o efeito positivo que teve o corte de taxas na China. O banco central chinês anunciou na sexta-feira um conjunto de medidas de estímulo monetário que levaram as ações europeias a máximos de dois meses. O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,34%.

Pela positiva, o indicador IFO, que mede a confiança dos empresários na Alemanha, piorou em Outubro, mas fixou-se em níveis acima do esperado, sugerindo que a maior economia europeia está a conseguir lidar com o abrandamento económico na China e o escândalo da Volkswagen.