A bolsa portuguesa fechou a perder pela sétima sessão consecutiva, pressionada pela retalhista Jerónimo Martins e pela Galp Energia, num dia em que o mercado viveu na expectativa sobre aquilo que a agência de rating DBRS iria anunciar sobre a notação de Portugal. "Quanto à série de sete quedas consecutivas, a questão política tem um peso significativo", disse Sérgio Costa, corretor da Golden Broker, no Porto, ouvido pela agência Reuters.

O PSI-20 tocou um mínimo desde início de Outubro nos 5.137 pontos e fechou a perder 0,32% nos 5.167 pontos. O Eurostoxx 600 e o Eurofirst 300 recuaram 0,93% e 0,86%, respetivamente.

A Jerónimo Martins perdeu 1,21% e a   Galp caiu 1,54%. "A queda da Galp acompanha a tendência recente de descida do sector e do petróleo", referiu Sérgio Costa. Em Londres, o petróleo Brent negociou nos 43,7 dólares por barril, a cair 0,9%. O índice europeu para o setor do petróleo e gás desceu 0,98%.

A telecom NOS caiu 0,82%, a Sonae 0,86% e os CTT 0,9%.

Pela positiva, destaque para as subidas de 1,71% do Millennium BCP, de 0,96% da EDP e ainda para a recuperação de 3,53% da Pharol.

JUROS DA DÍVIDA

A taxa de juro da dívida soberana a 10 anos segue praticamente estável nos 2,76%, a cair um ponto base. A canadiana DBRS, que é o única das grandes agências de 'rating' a colocar Portugal em grau de investimento, embora apenas um nível acima de 'lixo', com perspetiva estável, acabou por manter o rating de Portugal, aliás como era antecipado pela generalidade dos analistas.

Apesar da descida da taxa de juro da dívida, a diferença face à taxa a 10 anos da Alemanha chegou aos 223 pontos base, sendo o maior prémio de risco dos últimos quatro meses.