O JP Morgan processou na terça-feira a agência de garantia de depósitos bancários dos Estados Unidos (FDIC, na sigla inglesa), numa batalha ligada ao banco Washington Mutual, que adquiriu em 2008, em plena crise financeira.

O JP Morgan alega que a agência federal lhe deve mais de mil milhões de dólares (726 milhões de euros) em compensações decorrentes da compra do Washington Mutual - que faliu em setembro de 2008 -, que tinha garantido que pagaria, de modo a convencer o banco a avançar com a aquisição.

Segundo o acordo estabelecido com as autoridades norte-americanas, o JP Morgan adquiriu o Washington Mutual e o Bear Sterns no final de 2008, herdando os seus passivos ligados aos créditos hipotecários de alto risco (¿subprime¿) que conduziram à crise.

Os dois bancos foram depois acusados de terem vendido derivados de empréstimos hipotecários a investidores e organismos públicos, como Fannie Mae e Freddie Mac, sem lhes revelar o seu nível de risco muito elevado.

Para resolver este legado e ações cíveis que se seguiram, o JP Morgan aceitou, em meados de novembro, pagar uma multa recorde de 13 mil milhões de dólares (9,4 mil milhões de euros) às autoridades norte-americanas.