Os trabalhadores da TAP aprovaram esta quarta-feira em plenário uma moção contra a privatização da companhia aérea, disse à Lusa o coordenador da Comissão de Trabalhadores.

Segundo José Augusto, a moção que pede a reversão do negócio foi aprovada por larga maioria e aponta para “algumas irregularidades” na privatização da empresa, como a venda a semana passada por um Governo de gestão, ou alienação, ao consórcio Gateway, que os trabalhadores consideram que “não cumpre os requisitos da legislação europeia”.

Os trabalhadores da TAP reuniram-se esta quarta-feira em plenário durante cerca de duas horas e meia tendo o encontro, segundo a Comissão de Trabalhadores, chegado a reunir 300 pessoas.

Este plenário contou com a presença de deputados do Partido Comunista Português (PCP), Bloco de Esquerda e Verdes, que defendem a reversão da privatização da companhia, assim como da Associação Peço a Palavra e da central sindical CGTP.

Também em declarações à Lusa, o secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, disse que houve no plenário um “consenso generalizado contra a privatização”, considerando que pela CGTP este “não é um processo encerrado” e que espera que agora “os partidos que integram maioria da Assembleia da República concretizem a promessa de reverter” o negócio.

Na quinta-feira da semana passada, a Parpública anunciou à noite a assinatura do acordo de conclusão da venda direta de 61% do capital da TAP ao consórcio Gateway.

Na sexta-feira, os novos donos da TAP - David Neeleman e Humberto Pedrosa - reuniram-se com os trabalhadores, para apresentar alguns dos planos para a transportadora.