David Neeleman tem uma história empresarial ligada desde cedo à aeronáutica. Fundou a primeira companhia aérea aos 24 anos de idade, a Morris Air e vendeu-a anos mais tarde por 115 milhões de euros.

No mundo empresarial, é visto como um gestor focado na qualidade do serviço prestado aos clientes, e pela relação que tem com os trabalhadores.

"Senhoras e senhores eu sou o dono desta companhia"


David Neeleman apresentava-se assim, quando distribuía aperitivos aos passageiros da Jetblue, na altura em que era presidente da empresa.

Neeleman é também apontado como o inventor dos bilhetes eletrónicos (e-ticket), uma inovação que reduziu custos e burocracia.

O homem que vai comprar a TAP nasceu no Brasil, mas tem também nacionalidade norte-americana.

Fundou e é acionista da brasileira Azul, com 11 mil trabalhadores. Os 138 aviões da companhia voam para 105 destinos, quase todos dentro do Brasil. Este ano a empresa estreou-se nos voos internacionais para os Estados Unidos.

Neeleman tem 55 anos já foi considerado pela revista Time, em 2004, como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.

O foco das companhias que dirige é no serviço ao cliente. Diz-se também um servidor dos empregados: no ano passado distribuiu pelos 11 mil trabalhadores, 10% dos lucros da brasileira Azul.

Para David Neeleman a compra da TAP é um bilhete de entrada no mercado europeu. A confirmação veio no final do Conselho de Ministros.

Com 50,1% do consórcio vencedor aparece o português Humberto Pedrosa, dono da Barraqueiro. O grupo agrega 30 empresas, uma frota de 3.200 veículos e 5.400 trabalhadores.

A Barraqueiro abarca os transportes rodoviários, ferroviários, através da Fertagus, e os metros do Porto e da margem sul do Tejo.