A TAP tem uma dívida aos bancos que ronda os 647 milhões de euros, a maioria dívida de curto prazo que tem de ser paga no espaço de um ano. O contrato de venda da companhia à Gateway, assinado em junho passado, previa que a dívida fosse reestruturada pelo Estado, mas até agora não há qualquer acordo para rever prazos de pagamento aos credores, pelo que a privatização pode estar em risco.
 
Fonte oficial do Executivo confirmou à TVI que tem havido contactos, mas não se chegou a qualquer acordo final com os bancos.
 
Entre as instituições financeiras envolvidas estão a Caixa Geral de Depósitos, o BCP, o BIC e o alemão Deutsche Bank.
 
Segundo fontes contactadas pela TVI, haveria um ano para reestruturar a dívida da TAP, mas os bancos credores, em especial os estrangeiros, estão receosos quanto ao futuro. Por um lado, não querem esperar muito mais para se definir o que é que se paga e quando. Por outro, receiam a instabilidade política. Em particular, têm medo que António Costa cumpra o que prometeu em maio se for primeiro-ministro, quando disse estar pronto a reverter o negócio.
 
A privatização da transportadora aérea já teve luz verde da autoridade da concorrência. Para o contrato definitivo de venda ser assinado só falta a autorização da ANAC - a Autoridade Nacional de Aviação Civil.