O Banco de Portugal revê em baixa o crescimento da economia, mostrando-se menos otimista do que em junho relativamente ao andamento da economia para os próximos três anos. Um corte de previsões que o banco central justifica devido ao “enquadramento externo”

Para este ano, a instituição prevê um crescimento do PIB de 1,6% (a previsão anterior era de 1,7%), em 2016 a estimativa é agora de 1,7% (ao invés dos 1,9% estimados anteriormente) e para 2017 as previsões fixam-se em 1,8% (em vez dos 2% dos cálculos anteriores).

Segundo o BdP, o crescimento do PIB irá assentar na recuperação da procura interna, assim como de um “crescimento robusto” das exportações. No caso da procura interna, o aumento estará ligado ao sumento do consumo das famílias e também no aumento do investimento.

O banco central não contempla as medidas do PS nas previsões do boletim de inverno porque ainda não existe proposta de Orçamento. Mas vai dizendo que estima uma “evolução moderada” dos salários até 2017.

Face às “atuais condições benignas de financiamento externo”, o banco central aconselha “políticas públicas” para aumentar a resiliência da economia. E apesar da crise em Angola afetar Portugal, diz o BdP, a queda dos preços do petróleo e a descida do euro estão a ajudar a economia.

Nas últimas previsões para o défice, no boletim de outubro, a instituição estimava que ficasse abaixo dos 3%, tal como prevê o Governo. O boletim de inverno não inclui estimativas do défice.