O diretor para a Europa do Fundo Monetário Internacional, Poul Thomsen, defende que ainda é demasiado cedo para Portugal baixar impostos. A afirmação do responsável, que em tempos liderou a missão do FMI em Portugal, acontece a menos de uma semana da apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2015.

«Há algumas decisões do tribunal constitucional que colocam obstáculos ao alcance das metas. Todas as medidas necessárias devem ser vistas como uma prioridade para alcançar essas metas, antes de se começar a considerar baixar impostos», respondeu o responsável à correspondente da TVI nos Estados Unidos, Marta Dhanis, em Washington.

Poul Thomsen sublinhou ainda que Portugal deve manter as políticas orçamentais adotadas sob o programa de ajustamento.

Esta semana o FMI reviu em baixa as previsões de crescimento para o país. O Fundo estima que Portugal cresça apenas 1% este ano, em linha com as previsões do Governo.

A instituição justifica esta revisão em baixa com a quebra nas exportações: «O desempenho do mercado externo foi um pouco mais fraco. Não há qualquer outra lição. Portugal deve continuar com o trabalho que tem sido feito sob o programa (de ajustamento)», referiu.