O parcialmente nacionalizado Lloyds Banking Group planeia cortar «milhares» de empregos adicionais e fechar filiais como parte de uma estratégia de «digitalização», informa hoje o jornal britânico The Times, adianta a Lusa.

Segundo esta informação, os novos cortes de postos de trabalho no grupo britânico ocorrerão nas áreas das hipotecas e de novas contas bancárias.

A concretizarem-se estes ajustamentos, o total de pessoas que perderão o seu trabalho no Lloyds será superior a 30.000 desde o início da crise financeira em 2008.

Estes novos cortes entrarão em vigor, segundo o The Times, enquanto as tarefas que atualmente se levam a cabo manualmente no banco - onde o governo detém uma participação de 25% - se digitalizarem para reduzir custos e melhorar o serviço ao cliente.

Segundo o The Times, o presidente executivo do grupo, António Horta Osório, dará a conhecer este outono os pormenores da estratégia do grupo, ao mesmo tempo que publicará a 28 de outubro os resultados referentes ao terceiro trimestre do ano.

Na semana passada, o Lloyds indicou que tinha despedido oito empregados e que tinha retido bonificações no valor de três milhões de libras (3,8 milhões de euros) como parte de um conjunto de medidas disciplinares adotadas devido ao escândalo relacionado com a manipulação das taxas de juro.