Eduardo Catroga considerou este domingo, em declarações à Lusa, que a saída de Portugal do resgate financeiro sem programa cautelar era previsível. O economista reiterou que preferia que tivesse sido com um «programa cautelar leve».

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou este domingo que Portugal vai sair do atual programa de resgate financeiro sem recorrer a qualquer programa cautelar, regressando autonomamente aos mercados.

«Esta decisão do Governo era previsível já nas últimas semanas», disse Eduardo Catroga, sublinhando o esforço «dos portugueses, das famílias, dos trabalhadores, dos pensionistas e das empresas portuguesas» para alcançar os objetivos do programa de assistência económica e financeira.

Catroga reiterou a defesa de uma saída da ajuda externa acompanhada de um programa cautelar leve.

«Preferia um programa cautelar leve, fruto das circunstâncias externas e internas não é esse o caminho, mas sempre disse que vamos continuar, com certeza, com o apoio dos nossos parceiros para minimizar riscos futuros, riscos externos, riscos internos», disse o economista.

«Preferia ter um seguro, uma rede de segurança formal», mas «é natural que venhamos a ter apenas, neste contexto, como teve a Irlanda, uma declaração de princípio de apoio dos nossos parceiros», acrescentou.

Catroga considerou que a saída «com ou sem programa cautelar», bastante debatida nos últimos tempos, resultou numa «questão política emotiva, mas lembrou que apesar da saída limpa, tendo em conta a situação financeira portuguesa e a necessidade de rigor nas contas públicas, «não haverá muitas diferenças de políticas».