A secretária de Estado do Tesouro portuguesa disse, em Nova Iorque, que a opção de sair do programa de resgate financeiro sem linha auxiliar de crédito «foi muito discutida» pelo Governo e é «a melhor para o país».

Isabel Castelo Branco falava à Lusa à margem dos ¿Pan European Days", uma iniciativa em que participam 12 empresas do PSI20 (principal índice da Bolsa de Lisboa) e que termina hoje.

«É uma solução que foi muito pensada, muito discutida. É a solução possível e a melhor para o país, dentro do enquadramento que temos e dadas as nossas possibilidades de acesso aos mercados», explicou Isabel Castelo Branco.

A governante defendeu que «esta solução credibiliza o país e credibiliza a sua postura, o que ficou patente nas subidas de rating, ou sinais de revisão, que foram entretanto anunciados.»

Isabel Castelo Branco afastou a hipótese de um segundo resgate: «Não sei o que é um segundo resgate nesta situação. Acabámos de anunciar que temos funding [financiamento] que chega sensivelmente para um ano, continuamos ativamente e regularmente no mercado», disse, explicando que todos os sinais dos mercados têm sido positivos.

«Nós estamos no mercado há uma série de tempo, temos estado consistentemente de várias formas. O risco é igual para Portugal como para qualquer outro emitente. Portugal não é diferente dos outros países a partir do momento em que escolhe estar nos mercados», explicou a secretária de Estado.

A bolsa de Nova Iorque foi desde segunda-feira palco de dezenas de reuniões entre as empresas nacionais e 67 investidores norte-americanos.

Marcaram presença os presidentes executivos de algumas empresas do PSI20, o presidente da Euronext Lisbon, Luís Laginha de Sousa, e o presidente da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), João Moreira Rato.