A Moodys voltou a afirmar que Portugal deverá sair do atual programa de resgate, «possivelmente com uma linha de crédito cautelar», considerando que esta opção daria «um maior nível de confiança aos investidores», embora tenha «custos políticos significativos».

Banca vai continuar a ter elevados problemas

Num relatório sobre Portugal, hoje publicado, a Moodys considera que «Portugal será elegível para uma linha de crédito cautelar do Mecanismo Europeu de Estabilidade», mas que «o Governo também pode optar por uma saída limpa, como fez a Irlanda, tendo em conta as amplas almofadas financeiras que estão a ser construídas».

Principal desafio português é o «elevado peso da dívida pública»

Para a agência de notação financeira, um programa cautelar «daria um maior nível de confiança aos investidores no sentido de que a disciplina orçamental será mantida além da atual legislatura».

No entanto, a Moodys sublinha que «pedir uma linha de crédito, mesmo com a intenção reiterada de não a usar, teria custos políticos significativos, uma vez que as autoridades portuguesas teriam de acordar mais condicionalidades».