O Governo deve optar por uma saída limpa do programa da troika, evitando, para já, acionar um programa cautelar, revela o Diário Económico.

A dificuldade em negociar com os parceiros europeus em período de pré-campanha eleitoral e o facto de o Tesouro ter já uma almofada financeira equivalente ao que seria a linha de crédito do cautelar são dois motivos que explicam a decisão.

Segundo o relatório do FMI sobre a 11ª avaliação, a almofada financeira atingiu os 15 mil milhões de euros em fevereiro deste ano, excluindo os 6,4 mil milhões que estão reservados para socorrer a banca em caso de necessidade.

A este valor somam-se 750 milhões angariados no leilão das obrigações do Tesouro da semana passada.

Para fechar definitivamente a decisão sobre o modo de saída o conselho de Ministros terá ainda de se reunir. Depois será informado o Presidente da República.

Ao que o jornal apurou, tudo indica que a reunião semanal com Cavaco Silva seja marcada para sexta-feira. O anúncio oficial terá de acontecer antes de segunda-feira, data marcada para a comunicação da decisão ao Eurogrupo.