Responsáveis da União Europeia apoiam o pedido da Irlanda, que quer permissão para devolver mais cedo do que o previsto parte do empréstimo do Fundo Monetário Internacional ao país, no âmbito do programa de assistência financeira, escreve a Reuters.

Em 2010, o FMI e a União Europeia concederam um empréstimo à Irlanda, para evitar a bancarrota. O programa de assistência financeira terminou em dezembro de 2013 e o custo da devolução é agora maior do que pedir emprestado à União Europeia ou aos mercados.

O empréstimo do FMI tem uma taxa de juro de quase 5%, enquanto o custo de financiamento dos mercados é de menos de 2%.

O problema é que, no âmbito do acordo assinado entre as partes, se Dublin quiser pagar algum dos empréstimos antecipadamente, terá de pagar a todos os credores, a não ser que estes decidam em contrário.

Um funcionário europeu envolvido nas negociações adiantou a Reuters que os sinais estão a apontar para um acordo.

Os ministros das Finanças da União Europeia vão discutir o assunto na sexta-feira, numa reunião informal em Milão. Se o pedido irlandês for aceite, esse pagamento antecipado irá abrir um precedente, nomeadamente para países como Portugal.

«Ainda não houve contactos com as autoridades portuguesas nesse sentido, mas é bastante lógico que comecem a pensar no assunto», adiantou a mesma fonte.