Os ministros das Finanças da zona euro voltam a encontrar-se esta segunda-feira, em Bruxelas, ainda com a Grécia a dominar os trabalhos, apesar do acordo já alcançado na reunião anterior, mas com Portugal também na agenda.

Depois de um intenso mês de fevereiro, durante o qual o Eurogrupo teve que se reunir por diversas ocasiões devido às negociações em torno do prolongamento da assistência financeira à Grécia – tendo sido finalmente alcançado um compromisso no passado dia 20 -, o fórum de ministros da zona euro volta a reunir-se, num ambiente já mais desanuviado, mas com o caso grego ainda a dominar as atenções, lembra a Lusa.

Um alto responsável do Eurogrupo explicou que hoje será feito um ponto da situação sobre os progressos realizados ao nível técnico com vista ao relançamento formal das negociações entre as autoridades gregas e as instituições, mas advertiu desde já que os progressos foram poucos, razão pela qual os ministros ainda não estarão em condições de analisar de que modo a Grécia pretende implementar as reformas com que se comprometeu.

O ministro grego, Yanis Varoufakis, enviou uma carta ao presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, com um conjunto de medidas que Atenas pretende implementar, mas o vice-presidente da Comissão Europeia responsável pelo Euro, Valdis Dombrovskis, já comentou, no domingo, que a missiva é insuficiente, pois trata-se basicamente de uma declaração geral de intenções.

Num encontro que marca o reencontro do ministro grego com os seus homólogos de Portugal, Maria Luís Albuquerque, e de Espanha, Luis Guindos, depois das acusações lançadas pelo governo grego aos governos português e espanhol – o primeiro-ministro Alexis Tsipras acusou Lisboa e Madrid de terem tentado inviabilizar um acordo no Eurogrupo anterior -, Portugal também estará na agenda, no quadro do semestre europeu de coordenação de políticas económicas e da análise dos projetos orçamentais, que colocou o país sob vigilância reforçada.

O Eurogrupo vai pronunciar-se sobre os pareceres da Comissão Europeia, que, a 25 de fevereiro, decidiu colocar cinco Estados-membros, entre os quais Portugal, sob «monitorização específica», por desequilíbrios macroeconómicos excessivos.