A taxa de desemprego em Portugal voltou a aumentar em outubro para 13,4%, depois de sete meses consecutivo de queda, apesar da descida em termos homólogos ter sido, segundo o Eurostat, a segunda maior da União Europeia.

O gabinete de informação estatística da União Europeia divulgou esta sexta-feira que a taxa de desemprego estimada para outubro foi de 13,4% da população ativa, mais 0,1 pontos percentuais do que em setembro. Este cálculo já tinha sido divulgado quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística, que justificou «exclusivamente com o acréscimo da população desempregada», já que a população empregada permaneceu estável.

O aumento da taxa de desemprego na variação em cadeia, em Portugal, acontece depois de esta taxa ter estado a cair consecutivamente desde março deste ano.

Já em termos homólogos, face ao mesmo mês do ano passado, houve uma queda de 2,2 pontos percentuais da taxa de desemprego de Portugal, que passou de 15,6% em outubro de 2013 para 13,4% este ano, o que segundo o gabinete de estatística europeu representa a segunda maior queda entre os Estados-membros.

Segundo Bruxelas, Portugal é um dos Estados-membros que continua a apresentar níveis alarmantes de desemprego, nomeadamente jovem, bem como elevadas taxas de pobreza e desigualdade social, reconhecendo a Comissão Europeia melhorias nos indicadores,

O maior recuo no desemprego pertence à Hungria, com a taxa a descer de 10,0% para 7,3%, mas é de notar que estes dados fazem a comparação entre setembro de 2013 e o mesmo mês de 2014, os últimos dados disponíveis para aquele país.

Em termos globais, na zona euro, a taxa de desemprego - corrigida das variações sazonais - ficou estável em 11,5% em outubro face a setembro, tendo descido face aos 11,9% de outubro do ano passado.

Também na União Europeia, a taxa de desemprego se manteve estável em outubro, nos 10%, na variação em cadeia, e desceu face aos 10,7% de outubro de 2013.

Ainda segundo os dados divulgados, entre as maiores quedas na taxa de desemprego estão Espanha (26% para 24%), Bulgária (13% para 11,1%) e Grécia (27,8% para 25,9%, neste caso entre agosto de 2013 e agosto de 2014).
Em sentido contrário, os maiores aumentos registaram-se em Itália (de 12,3% para 13,2%) e na Finlândia (8,3% para 8,9%).