O presidente da ANA, entidade que gere os aeroportos de Lisboa, negou hoje estar «a proteger a TAP» com as tarifas aeroportuárias, embora reconheça que o impacto das taxas na transportadora nacional «será sempre tido em conta».

Jorge Ponce de Leão, que esteve ser ouvido na comissão parlamentar de Economia e Obras Públicas, afirmou que o objetivo do congelamento das taxas aplicadas às transferências de passageiros é «proteger o crescimento do tráfego de passageiros em Portugal».

«A Ryanair vai-me acusar de ser comunista e dizer que só na Coreia do Norte se aplica este modelo e dizer que estou a discriminar a favor da TAP, mas estou a fazê-lo para continuar a garantir que os passageiros de transferência vêm para Lisboa, para não perder conectividade», sublinhou o responsável da ANA.

Ponce de Leão respondia, assim, às acusações do presidente executivo da companhia low cost irlandesa Ryanair, Michael O’Leary, que criticou em setembro a ANA devido ao aumento das taxas aeroportuárias dizendo que «só os regimes comunistas mantêm este modelo».

Ponce de Leão disse ainda aos deputados que o facto das taxas para os aviões de maior dimensão serem reduzidas «não é para proteger a TAP, e sim proteger o aumento de capacidade do aeroporto de Lisboa».

«Pode traduzir-se numa maior competitividade da TAP, mas apenas estamos a proteger o tráfego de Lisboa e do país», adiantou.

O gestor da ANA considerou, por outro lado, que o «desenvolvimento da TAP é vital para determinar ou não a necessidade de um novo aeroporto em Lisboa».