O cenário macroeconómico do PS apresentado esta terça-feira prevê um crescimento médio da economia portuguesa de 2,6 por cento entre 2016 e 2019 e um défice de 0,9 por cento no final da próxima legislatura.

Estas estimativas foram divulgadas em conferência de imprensa pelo coordenador do grupo de trabalho de economistas do PS, Mário Centeno, doutorado em Harvard e quadro superior do Banco de Portugal.

«Estimamos um crescimento médio da economia portuguesa de 2,6 por cento até 2019. Apresentamos uma previsão de défice de 0,9 por cento em 2019», declarou Mário Centeno.


O secretário-geral do PS, António Costa, acrescentou depois que, no final da próxima legislatura, «o rácio da dívida será menor» do atualmente.

O cenário macroeconómico do PS prevê ainda a reposição do IVA da restauração nos 13% já em 2016

Com a descida de 23 para 13 por cento do IVA da restauração, o grupo de trabalho de economistas do PS estima que a perda de receita será de 300 milhões de euros em 2016, «com impacto de 210 milhões de euros no défice público». 

Na proposta, o PS pretende ainda acabar com a sobretaxa de IRS de forma gradual, mas apenas em dois anos, 2016 e 2017. O grupo de trabalho coordenado pelo economista Mário Centeno estima que o impacto orçamental no segundo ano de redução desta receita fiscal se situe nos 430 milhões de euros, valor que, acreditam, se traduzirá num «impacto positivo na atividade económica».  

Quanto à reposição dos salários na Função Pública, os socialistas querem repor os cortes salariais 40% ao ano, entre 2016 e 2017. Isto é, duas vezes mais rápido do que o previsto pela maioria PSD-CDS, que apresentou uma reposição de 20% ao ano. 

O cenário macroeconómico foi apresentado pelo PS esta terça-feira em Lisboa. Veja aqui o relatório na íntegra.