Os Trabalhadores dos Transportes Sul do Tejo (TST) vão realizar uma greve de 24 horas na sexta-feira e um plenário geral, com o objetivo de analisarem em conjunto a situação da empresa.

João Saúde, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP), disse à Lusa que é necessária uma «conversa ampla» com os trabalhadores.

«Lançámos o desafio à administração dos TST para que nos desse duas horas, num período ao final da manhã, de modo a evitar transtornos de maior, para realizarmos um plenário com os trabalhadores, mas a empresa não acedeu a este pedido e tivemos que avançar com o pré-aviso», disse.

A empresa, contactada pela Lusa, referiu, em comunicado, que o que estava em causa era um pedido de dispensa do trabalho «sem o devido desconto no tempo já previsto por lei para a prática de atividades sindicais».

Por isso, «a TST considera que o pedido não é adequado ou sequer justo, quer para os restantes trabalhadores, quer para os clientes da empresa», salientou.

O sindicalista explicou que existem muitas questões a abordar com os trabalhadores, como a caducidade do acordo de empresa (AE) e o pagamento do trabalho extraordinário.

«Está em causa uma possível caducidade dos AE antigos, o roubo no pagamento do trabalho extraordinário, pois esta é uma empresa privada, a desregulamentarização dos horários de trabalho, os subsídios que não são aumentados e os aumentos quase sempre abaixo da taxa de inflação, com apenas uma exceção nos últimos anos», explicou.

A empresa defende que já foram iniciadas as conversações com todas as entidades sindicais e que estão a decorrer «dentro do calendário habitual».

A TST indicou que nas reuniões ocorridas já se disponibilizou para «fazer um aumento salarial de acordo com a taxa de inflação esperada para 2014» e disse respeitar a greve, mas vai procurar «atenuar o impacto» junto dos utentes.