O ministro da Economia, António Pires de Lima, afirmou esta segunda-feira que Portugal não tenciona lutar pelo Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) mais baixo da União Europeia (UE).

Pires de Lima reitera que Governo não tem «plano B» para chumbos do TC

Portugal «não está a competir com países com taxas de 10% a 12%», disse o ministro, que falava num encontro com jornalistas britânicos, em Londres, no início de uma visita de dois dias com o objetivo de captar investimento estrangeiro para o mercado português.

«A descida da taxa de IRC não é o ponto principal, mas a simplificação do sistema fiscal e a redução da burocracia», adiantou o governante, que nesta missão a Londres está acompanhado dos secretários de Estado Adjunto e da Economia, Leonardo Mathias, e o da Inovação, Investimento e Competitividade, Pedro Gonçalves, e também do presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Pedro Reis.

«Posso viver com falta de vantagem, mas não posso viver com grande desvantagem», afirmou Pires de Lima, acrescentando que «é possível viver com a taxa [de IRC] ao nível dos países europeus, mas não com uma das taxas mais altas da União Europeia [UE]».

António Pires de Lima disse esperar aplicar a baixa de IRC, de 25% para 23%, no próximo ano e contar com «o apoio do principal partido da oposição porque é importante para conseguir atrair investimento a longo prazo».

No âmbito da visita de dois dias a Londres, que marca o arranque das missões de captação de investimento internacional, António Pires de Lima irá reunir-se com o seu homólogo britânico, Vince Cable, entre outras iniciativas.