O ministro da Economia, António Pires de Lima, disse esta segunda-feira que Portugal «deu conta do recado» e encontra-se numa trajetória de crescimento económico, algo atingido sem «radicalismos irresponsáveis» a nível político.

«Portugal deu conta do recado», vincou o ministro numa conferência em Lisboa, citado pela Lusa, sublinhando que os cidadãos começam «gradualmente a recuperar os seus rendimentos» e as empresas a adquirirem «uma nova força feita de competência para conquistarem novos mercados».

Tal foi feito, prosseguiu, sem «aventureirismos, experimentalismos, radicalismos irresponsáveis» a nível político.

«Portugal recuperou a sua soberania financeira em maio de 2014, já lá vai quase um ano», acrescentou o titular da pasta da economia, declarando que o processo de ajustamento foi «muito exigente e duro», mas que conseguiram ser preservadas bases como a «coesão social» do país.

A recuperação económica «é hoje uma realidade», diz Pires de Lima, devido a «três motores fundamentais»: exportações, o crescimento gradual crescimento privado e a «recuperação moderada mas importante do investimento».

A conferência 'Relançar o investimento em Portugal', que decorre hoje na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, e onde Pires de Lima falava, é organizada pela Confederação Empresarial de Portugal (CIP) e pela Comissão Europeia e conta com a presença do vice-presidente da Comissão para o Emprego, Crescimento, Investimento e Competitividade, Jyrki Katainen.

No arranque da sessão, o presidente da CIP, António Saraiva, valorizou a oportunidade de serem apresentados e debatidos uma «série de instrumentos com vista ao relançamento do investimento», nomeadamente o plano definido por Bruxelas.

Vários responsáveis europeus estão a visitar os países da União Europeia para apresentar o Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, o chamado 'Plano Juncker', que pretende mobilizar 315 mil milhões de euros para a economia europeia, incluindo investimentos privados.