O ministro da Economia, António Pires de Lima, realçou esta terça-feira que estão a surgir «sinais» que permitem «alguma confiança» em relação ao crescimento económico de Portugal, mas aconselhou «muita prudência» nesse tipo de análise.

«É preciso dar nota de alguma confiança pelos sinais que estão a surgir, mas também de muita prudência, porque Portugal não pode passar de um registo de oito para 80 do ponto de vista das expectativas económicas», afirmou.

O ministro falava em Vila Nova de Milfontes (Odemira), quando questionado pela agência Lusa sobre um relatório do banco Montepio, divulgado na segunda-feira, que indica que a economia registou um crescimento de 0,4% no segundo trimestre deste ano.

A confirmarem-se estes dados, tal significa que o Produto Interno Bruto (PIB) português irá interromper um ciclo de 10 trimestres sempre em queda.

As estimativas do Montepio, obtidas através do indicador compósito calculado pelo banco, somam-se às já apresentadas pela Universidade Católica, que tinha previsto um regresso ao crescimento da economia portuguesa no segundo trimestre, antecipando um aumento do PIB de 0,6%.

António Pires de Lima, que efetua hoje a sua primeira deslocação oficial desde que assumiu a pasta da Economia, remeteu mais declarações sobre estes assuntos para quarta-feira, dia em que visita a Feira de Mobiliário e Decoração de Paços de Ferreira.

«Vou pretender falar sobre matérias económicas, dessas que me está a dar e que são importantes, mais amanhã [na quarta-feira]», disse o governante.

Pires de Lima vai visitar a 41.ª Capital do Móvel - Feira de Mobiliário e Decoração de Paços de Ferreira, que está a decorrer até ao próximo domingo no parque de exposições daquele concelho.

Na deslocação de hoje a Vila Nova de Milfontes, o ministro da Economia encontrou-se com empresários do setor do turismo e efetuou uma caminhada pelo Trilho dos Pescadores da Rota Vicentina, implementado pela Associação Casas Brancas.

De tarde, Pires de Lima ruma a Portimão, para uma visita que tem como objetivo identificar as necessidades de investimento para requalificação e revitalização dos portos comerciais do Algarve.