O ministro da Economia, António Pires de Lima, anunciou a criação de uma nova linha de apoio às empresas «start-ups» (empresa de raiz) no valor de 35 milhões de euros, que entrará em vigor este mês.

Pires de Lima falava em conferência de imprensa, em Lisboa, após uma reunião do Conselho Nacional de Empreendedorismo e Inovação, presidida pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

«Foi hoje anunciado pelo Governo ao Conselho Nacional de Empreendedorismo e Inovação a criação de uma nova linha de apoio a start-ups por parte da Portugal Ventures no valor de 35 milhões de euros, que será ativada a partir do mês de janeiro», disse o ministro.

No encontro foi também anunciada «a criação do centro de atividade de novas empresas, nomeadamente ligadas à área da biotecnologia, em Boston, que acumula o apoio que o governo está a dar a empresas que são acolhidas no acelerador que já existe en Silicon Valley», o que permite dar uma maior exposição às companhias portuguesas no mercado norte-americano.

Também «foi dado nota do apoio que o Governo irá dar de 15 milhões de euros através dos Business Angels (promotores de investimentos), em parceria com a sociedade civil, para o arranque de novos projetos empresariais», acrescentou Pires de Lima.

O ministro disse que no encontro com o Conselho Nacional foi abordado um conjunto de medidas ligadas «ao empreendedorismo e à dinamização de novas empresas, que normalmente se designam de start-ups, onde queremos que a Portugal Ventures [instrumento do Estado] esteja particularmente vocacionada para o apoio das empresas no arranque» da sua atividade.

O objetivo, explicou o governante, é «refocalizar a atividade» da Portugal Ventures para a «fase inicial e de arranque de empresas base tecnológica e deixe para o funcionamento regular do mercado o apoio a empresas que já estão sustentadas, que já fizeram a sua prova de vida».

«A nossa intenção é que a Portugal Ventures deixe a atividade típica de private equity e que se foque fundamentalmente naquilo que é o capital semente», concluiu.

O ministro da Educação, Nuno Crato, que também participou no encontro, disse que está a trabalhar em conjunto com o Ministério da Economia para incluir no ensino básico e secundário temas como o empreendedorismo, criatividade e inovação.

A ideia, declarou, não é criar novas disciplinas, mas naquelas que já existem criar formas de «incentivar que sejam discutidos temas de empreendedorismo e desenvolvida a criatividade através de projetos próprios que ensinem a participar no futuro da vida económica».

Na ligação com as empresas, Nuno Crato destacou os programas doutorais conjuntos estabelecidos com as empresas e os incentivos fiscais para a contratação de doutorados.

Adiantou que está a ser criada a Agência Nacional para Inovação, uma iniciativa conjunta dos ministérios da Economia e da Educação para a ligação das empresas com a ciência.