O ministro da Economia afirmou esta segunda-feira que os dados do INE sobre o PIB confirmam que «Portugal está a crescer», sublinhando que se estão associar «consumo privado, exportações e investimento» para o país consolidar o «processo de recuperação económica».

Em Matosinhos, no final da apresentação do programa +Inovação +Indústria, Pires de Lima reagiu assim, em declarações aos jornalistas, ao facto de o Instituto Nacional de Estatística (INE) ter revisto em alta o crescimento da economia portuguesa no segundo trimestre deste ano.

A revisão em alta da economia em termos homólogos no segundo trimestre (de 0,8% para 0,9%) contrasta com uma quebra para metade, no mesmo período, do crescimento registado em cadeia: na anterior estimativa do INE previa-se um crescimento de 0,6% no segundo trimestre do ano face ao primeiro, que agora é revisto para apenas 0,3%.

«Gostava de sublinhar os dados positivos que vamos conhecendo da nossa evolução económica. Apesar de ser ainda um caminho difícil e cheio de desafios, Portugal está a crescer como confirma hoje o INE, quase 1%, 0,9%, face a igual período do ano passado e, portanto, totalmente em linha com as projeções do Governo para 2014», sublinhou, citado pela Lusa.

«Estão-se a associar os três elementos fundamentais - consumo privado, exportações e investimento, nomeadamente privado - para consolidarmos este progresso, este processo de recuperação económica», afirmou o ministro.

Pires de Lima afirmou ainda que estes três motores são aqueles que o Governo e o Ministério da Economia tem vindo a defender como fundamentais para alimentar o crescimento.

«É bom que o consumo privado esteja a recuperar, 1,7%, significa que as pessoas estão com mais confiança. É um crescimento moderado mas positivo, é a avaliação que fazemos», começou por dizer.

Para o ministro é ainda «bom perceber» que as «exportações, sobre um ano recorde de 2013, estão a crescer».

«Ainda não conhecemos os dados dos serviços e nomeadamente do turismo. É previsível que o crescimento das nossas exportações ultrapasse claramente os 2% nestes primeiros meses do ano com a inclusão do turismo e dos serviços», disse.

Para Pires de Lima é «especialmente bom e novo que também ao nível do investimento se revelem progressos nestes primeiros seis meses do ano».