O porta-voz da TAP, André Serpa Soares, afirmou que a transportadora  "cumpre escrupulosamente os regulamentos" em relação à segurança e ao número de horas de descanso dos pilotos, numa reação às declarações do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil que se mostrou preocupado com a acumulação do número de horas de voo dos pilotos.

A companhia aérea considera que as declarações não fazem qualquer sentido e constituem "um insulto" aos pilotos que foram trabalhar. Por isso, a transportadora admite responder, através das vias judiciais.

​Até às 13:19 a TAP realizou 139 voos e cancelou 52. Estavam programados 191 voos. Os números incluem os serviços mínimos e confirmam que a tendência registada nos primeiros dois dias de greve.

A operação TAP concretizou 125 voos e cancelou 30. Já a Portugália (PGA), efetuou 14 e cancelou 22, o que confirma a adesão maior à greve na PGA, que se verificou ao longo dos dois primeiros dias de paralisação.

O aeroporto Sá Carneiro, no Porto, continua a ser o mais afetado pela greve, uma vez que tem uma base maior da PGA e porque, como explicou o porta-voz da companhia, "não foram contemplados serviços mínimos à partida do Porto".

André Serpa Soares tinha afirmado na manhã deste domingo que se estava "a verificar a tendência dos dois primeiros dias de greve ao se realizarem 70 % dos voos, incluindo os serviços mínimos, estando a ser cancelados cerca de 30% dos voos”.

No segundo dia de greve, a TAP revelou que foram cancelados 79 dos 254 voos programados até às 17:30, realizando cerca de 70% da operação e repetindo assim os valores do primeiro dia.

Ao contrário, sobre a adesão à greve, o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) afirmou no sábado que apenas 30% dos pilotos estiveram a trabalhar.

A adesão dos pilotos ao protesto foi sempre superior na PGA - nas assembleias gerais, 90% dos pilotos da TAP aprovaram a proposta de uma greve de dez dias, enquanto na PGA foi aprovada por unanimidade.

A TAP informou ainda que os serviços da companhia estão a fazer tudo para encontrar soluções para todos os passageiros com voos cancelados e adiados, nomeadamente "o encaminhamento para outras companhias aéreas, outros voos da própria TAP ou dando proteção em terra".

O SPAC marcou uma greve, entre 1 e 10 de maio, por considerar que o Governo não está a cumprir um acordo assinado em dezembro de 2014, nem um outro, estabelecido em 1999, que lhes dava direito a uma participação no capital da empresa no âmbito da privatização.

Nos dez dias de greve estarão em causa cerca de 3.000 voos e 300 mil passageiros.