O comissário europeu dos Assuntos Económicos e Financeiros, Pierre Moscovici, afirmou esta terça-feira que a Grécia “com os seus parceiros já percorreu boa parte do caminho, mas ainda não chegou à meta”.

Um dia depois do encontro excecional de ministros da zona euro, Moscovici notou, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, a necessidade de medidas ainda serem aprovadas, visto esta ser condição prévia para encerrar a primeira revisão do programa de resgate e “chegar à meta”.

Perante os eurodeputados, o comissário indicou que a “grande conquista” da reunião de ministros da zona euro é afirmar-se que as “negociações sobre reformas chegaram a bom porto”, embora ainda faltem “alguns pormenores” para um acordo.

Acerca do mecanismo de contingência, Moscovici comentou haver um "acordo geral", explicando que para a Comissão Europeia "as medidas já aprovadas bastarão para alcançar os objetivos de excedentes primários, mas nem todos os envolvidos consideram que isso acontecerá".

Assim, os membros do Eurogrupo concluíram ser útil um mecanismo extra que garanta medidas para cumprimento dos objetivos.

Sobre a hipótese de reestruturação da dívida, Moscovici afirmou a satisfação da Comissão pelas conclusões do Eurogrupo, que prevê abordar a perspetiva a curto prazo até 2018, assim como a médio e longo prazo, "sem `haircuts`.

Para o responsável de Bruxelas, a reunião foi "excecional" e será uma data "importante da história de sucesso da Grécia, como se quer".

Moscovici acredita que serão tomadas "decisões favoráveis a 24 de maio", na próxima reunião do Eurogrupo, e se chegue a um "acordo global que concretize o caminho das reformas e o regresso ao caminho do crescimento e da confiança".