A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) apontou riscos à taxa de crescimento económico de 1% que o Governo prevê para 2014, notando que tal só será alcançável se no último trimestre houver um crescimento de 0,7%.

Na nota de análise à execução orçamental de outubro, a que a Lusa teve acesso esta terça-feira, os técnicos que dão apoio aos deputados recordam que «a taxa de variação em cadeia do PIB [Produto Interno Bruto] nos três primeiros trimestres de 2014 foi de -0,4%, +0,3% e +0,3%, respetivamente».

Assim, prossegue a mesma nota, «tendo em conta a evolução já observada para a atividade económica em 2014, para que o PIB aumente 1% em 2014, a taxa de crescimento em cadeia no último trimestre do ano terá de ser superior a 0,7%».

Mas esta é uma meta que, segundo a UTAO, será difícil de alcançar, caso se analise o que costuma acontecer no último trimestre de cada ano: «esta dinâmica intra-anual esperada até ao final do ano contrasta com a variação em cadeia histórica de 0,11%, de nível muito inferior e com a evolução observada no último trimestre».