A 7ª vara empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acatou ontem o pedido de recuperação judicial da Oi, segundo noticiou a jornal Globo.

A comarca já tinha dado um parecer preliminar favorável ao pedido entregue pela Oi para suspender as ações e execuções de credores por 180 dias. Agora, deferiu o processo.

O juiz Fernando Viana determinou ainda que a Anatel apresente uma relação de até cinco empresas administradoras judiciais em cinco dias para ser avaliada pelo magistrado.

“O presente pedido de proteção judicial é formulado por uma das maiores empresas de telecomunicações do mundo, que impata fortemente a economia brasileira, já que alcança um universo colossal de 70 milhões de clientes, empregando mais de 140 mil brasileiros, com milhares de fornecedores, e ainda gera recolhimento de volume bilionário de impostos aos cofres públicos”, afirmou o juiz na decisão, citado pelo Globo.

Segundo a operadora, o total de dívida nas mãos de mais de 13 mil credores soma cerca de 17 mil milhões de euros, o que representa o maior pedido de recuperação alguma vez feito no Brasil.

O responsável pela área de retalho da Oi, Bernardo Winik, já tinha assegurado que, mesmo com o processo de reestruturação, os investimentos serão mantidos.

A empresa tem atuação exclusiva em 2.980 municípios. Destes, 544 estão em Minas Gerais e 384, no Rio Grande do Sul. No Rio, são 17.

A 20 de junho a Oi tinha anunciado que ia avançar para recuperação judicial. No dia seguinte, o tribunal do Rio de Janeiro reconheceu logo a urgência no processo credores da operadora brasileira Oi da qual parte da antiga Portugal Telecom – Pharol - é a maior acionista indireta, com cerca de 23% do capital.