As companhias petrolíferas ENI e Shell vão responder num tribunal de Milão, a partir de 5 de março, por suspeitas de corrupção na atribuição de um contrato relativo a um bloco offshore na Nigéria.

Entre os 15 envolvidos neste caso judicial estão o atual líder da ENI, Claudio Descalzi, o seu antecessor, Paolo Scaroni, e outros dirigentes e quadros do grupo e também da Shell, bem como o ex-ministro do Petróleo nigeriano Dan Etete.

A justiça suspeita do pagamento de subornos durante a atribuição pelo governo nigeriano à ENI e à Shell de um contrato de 1,3 mil milhões de dólares (1,1 mil milhões de euros) pela concessão do bloco OPL-245 em 2011.

Em comunicado, o conselho de administração da ENI "reafirmou a sua confiança no facto de a companhia não estar envolvida em atividades de corrupção relacionada com esta transação", o mesmo acontecendo em relação a Descalzi.

O grupo italiano também manifestou confiança na justiça.

A comissão nigeriana para os crimes económicos e financeiros está a fazer um inquérito paralelo sobre este ano, que já permitiu indiciar 11 pessoas, incluindo Dan Etete.