Depois de meses de negociações, a Bayer deu tudo por tudo e finalmente alcançou um acordo para comprar a norte-americana Monsanto por 66 mil milhões de dólares, quase 59 mil milhões de euros. Um negócio chorudo para criar a maior fabricante mundial de sementes geneticamente modificadas e pesticidas.

A Bayer e a Monsanto assinaram um acordo de fusão definitivo sob o qual a Bayer irá adquirir a Monsanto por 128 dólares (114 euros por ação), numa transação em dinheiro". 

É o que se lê no site do grupo Bayer, onde se destaca a "visão compartilhada" entre as duas empresas de "ofertas agrícolas integradas, para oferecer soluções avançadas para os produtores e criar um mecanismo de inovação em direção à para a próxima geração da agricultura".

A Bayer antecipa a "criação de valor significativo com as sinergias anuais esperadas de aproximadamente de 1,5 mil milhões de dólares após três anos, além de sinergias adicionais de soluções integradas em anos futuros".

Um desfecho positivo nas negociações, depois de em maio a Monsanto ter rejeitado a oferta apresentada pelo grupo alemão para a adquirir por 55,2 mil milhões de euros (62 mil milhões de dólares), por considerar o preço baixo. Mas mostrou-se disponível para continuar as negociações.

A Monsanto é uma das maiores fabricantes de milho e soja nos Estados Unidos, tendo já sido alvo de fortes polémicas relacionadas com os potenciais danos para a saúde dos produtos que fabrica.