Pedro Mota Soares deverá deixar cair os cortes salariais no caso da caducidade dos contratos coletivos de trabalho, escreve o Diário Económico.

Na reunião de amanhã da concertação social, o ministro da Solidariedade quer garantir a revisão dos prazos na caducidade dos contratos, medida que decorre dos acordos com a troika, mas está disponível para negociar com os parceiros, e particularmente a UGT.

Estes cortes, que constam da proposta que o Governo enviou aos parceiros sociais, afetariam sobretudo as empresas públicas, já que grande parte da retribuição destes funcionários é composta por complementos.

O Executivo apresentou uma proposta que garante apenas a remuneração base e diuturnidades quando as convenções coletivas de trabalho caducam.

O jornal adianta que Mota Soares poderá recuar em algumas das pretensões, nomeadamente as que se referem às questões salariais, desde que garanta a redução do prazo para a caducidade.

De acordo com o Jornal de Notícias, esta medida poderá implicar um corte salarial médio de 171 euros ou 15% do salário.