O vice-primeiro-ministro Paulo Portas considera que a missão de captação de investimento à Rússia foi «muito positiva» e que foram feitos «esforços significativos» para colocar o país no radar dos investimentos russos.

Paulo Portas liderou uma missão de captação de investimento de dois dias a Moscovo, acompanhado do ministro da Economia, António Pires de Lima, dos secretários de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, e da Alimentação e Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira de Brito, e do presidente da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

«Esta visita e esta missão empresarial foram muito positivas», disse o governante à Lusa, no último dia da missão à Rússia.

Primeiro, explicou o vice-primeiro-ministro, «porque avançaram já em concreto negócios de exportação portuguesas na área do azeite e do vinho», depois porque que de acordo com informações transmitidas pela AICEP «os contactos das empresas com as suas contrapartes russas em vários setores significativos abriram oportunidades».

Entre esses setores estão a energia, as telecomunicações, as farmacêuticas, a madeira e derivados e conservas.

Além disso, foram feitos «esforços bastante significativos para falar com investidores russos no sentido, essencialmente, de colocar Portugal no radar dos investimentos que as empresas russas podem fazer», acrescentou.

Paulo Portas apontou ainda a reunião da Comissão Mista, que será «essencialmente de natureza económica» e que terá lugar em Lisboa até final de março do próximo ano.

«Estão previstos e em negociação mais avançada vários acordos que permitem facilitar as relações económicas entre a Rússia e Portugal, nomeadamente na área de transporte aéreo, do turismo, da energia, das telecomunicações e da cooperação aduaneira», disse.