O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, desafiou esta quarta-feira o Governo e os empresários da Arábia Saudita a investirem em Portugal, nomeadamente no turismo, um setor que frisou não estar esgotado nem massificado.

Paulo Portas falava na abertura da Comissão Bilateral Portugal-Arábia Saudita, que decorre até quinta-feira na capital saudita, Riade, e tem por objetivo impulsionar as exportações portuguesas para aquele mercado e a captação de investimento para Portugal.

Segundo a intervenção do governante, a que a Lusa teve acesso, Portas falou da situação nacional, afirmando que Portugal está a concluir o resgate e a cumprir as suas obrigações e sublinhando que «o crescimento económico está de volta».

«Portugal está de volta e este é o momento certo para prestar atenção ao caso português. Ponham Portugal no GPS dos vossos investimentos. Estamos abertos a capital estrangeiro, podem desenvolver os vossos investimentos e criar emprego no nosso país. Temos empresas que querem fazer parcerias com os parceiros certos na Arábia Saudita», disse Paulo Portas.

O turismo foi um dos setores que destacou: «O nosso turismo não está esgotado nem massificado. Em Portugal, há muitas localizações turísticas sofisticadas, com condições naturais incríveis».

Além disso, adiantou que «ambos os lados estão muito próximos de concluir um acordo sobre a convenção para evitar dupla tributação, muito relevante para o investimento» e interessados «num acordo de proteção de investimentos, também importante no objetivo de aumentar as relações económicas».

«Se tivermos um voo direto Portugal-Arábia Saudita-Portugal, tudo será mais fácil», afirmou, acrescentando que Portugal também está aberto a acordos para ter alunos sauditas nas suas universidades.

Paulo Portas centrou-se na relação entre os dois países, focando que é possível fazer melhor no comércio e no investimento.

«Os produtos e marcas portuguesas, empresas, estão cada vez mais presentes no mercado saudita, mas ainda não chega. Já exportamos em bens e serviços 170 milhões de euros, o dobro de 2010, mas estamos ainda longe dos valores que importamos», explicou.

O governante disse ainda que as empresas portuguesas poderão estar mais presentes no mercado saudita de Obras Públicas e tecnologias.

A comissão bilateral está acompanhada em Riade por uma missão empresarial de 45 empresas, dos setores da construção e obras públicas, agroindústria, indústria farmacêutica, tecnologias de saúde e informação, setor bancário, atividades turísticas e de lazer, energia e ambiente.