O vice-primeiro-ministro disse hoje que a subida do salário mínimo não foi discutida até agora porque o memorando de entendimento tornava «muito restritiva essa possibilidade», mas que com o fim do programa de resgate se torna legítimo esse debate.

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«O memorando tornava muito restritiva essa possibilidade [de aumento do salário mínimo]. Terminar o memorando também é terminar essa cláusula», disse hoje Paulo Portas, na comissão parlamentar de acompanhamento do programa da troika.

O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Portugal, Subir Lall, afirmou hoje que «é prematuro especular» sobre eventuais aumentos do salário mínimo, defendendo que a organização está «muito interessada em discutir políticas que criem emprego».

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Em conferência de imprensa, a partir de Washington, Subir Lall disse mesmo que estranhava este tema: «Ainda há pouco tempo perguntavam [os jornalistas] se queríamos baixar o salário mínimo e agora a pergunta é sobre uma subida», afirmou o responsável do FMI, referindo-se a uma intervenção sua em dezembro de 2013, altura em que esclareceu que cortar salários mínimos não estava em discussão.

Ainda na intervenção no Parlamento, Paulo Portas disse que era difícil que a discussão sobre o aumento do salário mínimo (atualmente em 485 euros) se iniciasse pelo «compromisso com os credores» enquanto o «memorando estivesse vigente», pelo que com o seu término em algumas semanas é «legítimo» que esse debate aconteça.