Só em abril será conhecida a estratégia orçamental para 2015, assim como as medidas que a acompanham, que ainda não estão decididas, sublinhou a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, na conferência de imprensa que marca o final da 11ª avaliação da troika.

Portas sobre a 11ª avaliação da troika: «Esta lebre está corrida»

«O cenário macroecónomico para 2015 ainda não foi atualizado por causa disso, como as medidas têm impacto, atualizámos o cenário para 2014 e faremos o mesmo para 2015 depois de decididas as medidas», sublinhou a governante.

Não há mais programas de rescisões amigáveis em 2014

Paulo Portas reforçou a ideia de que não foram discutidas quaisquer medidas adicionais com a troika, aludindo àquilo que chamou de «rumores» na imprensa, que davam conta de que o Governo estaria a discutir cortes salariais adicionais entre os 2 e os 5%. «Discussão de medidas adicionais? Isso simplesmente não aconteceu», garantiu o vice-primeiro ministro, acrescentando: «E não tinha de acontecer, são conhecidas as opções do Governo em matéria de setor público, e também é conhecido que o ajustamento salarial já foi feito», vincou.

Paulo Portas disse mesmo que especulações sobre decisões do Tribunal Constitucional são matérias que não são discutidas com a missão externa.

Relativamente à estratégia de saída do programa de ajustamento, o Governante revelou que a decisão será conhecida «bem antes de 17 de maio», sublinhando que o assunto não esteve em discussão nesta 11ª avaliação.

O responsável aproveitou ainda para explicar que o adiamento do último desembolso, de maio para junho, acontece devido a regras processuais internas da missão. «O Governo é compreensivo, isto não afeta a conslusão do programa», afirmou.