O vice-primeiro-ministro apontou as contas externas de Portugal, que registaram um excedente de 351 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, como um "sinal de crescimento", "potencial" e "maior confiança".

Em Guimarães, de visita a uma empresa têxtil, "exemplo" do sucesso do setor, Paulo Portas explicou que os números hoje revelados pelo Banco de Portugal significam que o país "conseguiu" vender mais do que comprou fora e receber mais do que pagou.

De acordo com o boletim estatístico do Banco de Portugal, hoje divulgado, as balanças corrente e de capital somaram 351 milhões de euros até março, um desempenho que se deveu apenas ao saldo positivo de 469 milhões de euros da balança de capital.

"É um sinal de crescimento, sinal de potencial e é um sinal de maior confiança", considerou Paulo Portas.

Segundo o vice-primeiro-ministro, "no primeiro trimestre do ano Portugal tinha conseguido vender mais para fora do que comprar lá fora. Portugal teve um excedente externo de 351 milhões de euros".

Estes números, para o governante, revelam uma mudança de paradigma em relação a anos anteriores.

"Isso significa que nós exportamos mais do que importamos e recebemos mais do que pagamos. Este excedente de 351 milhões de euros compara com o número negativo de 172 milhões de euros há um ano atrás. Se fizerem as contas, grosso modo, nós melhorámos o comportamento externo em cerca de 500 milhões de euros", disse.

Sobre o setor de vestuário e têxteis lar - um "setor tradicional" mas que, salientou, "fizeram uma transformação e atualização que os tornaram muito mais aptos de competir a nível global" -, Paulo Portas fez questão de recordar os números atingidos em 2014.

"Foi um dos melhores anos de sempre do ponto de vista de exportações: 4,86 mil milhões de euros com crescimento anual de 8%, acima do crescimento médio das exportações que já foi francamente bom", referiu quanto aos têxteis e vestuário.

No que diz respeito aos têxteis lar, houve um "crescimento sobre o melhor ano de sempre de 5,8%, acima dos 4% de crescimento médio das exportações", disse.

"É um setor tradicional, mas está hoje em dia a contribuir acima da média para o crescimento das exportações", realçou.