"A consulta efetuada resultou de solicitação do próprio através de contacto telefónico particular, do seu telemóvel para o meu, no sentido de o ajudar a perceber uma questão relacionada com a sua declaração de IRS", admite a funcionária, conforme o documento a que o jornal teve acesso.

 

"O facto de ter sido prestado o referido apoio, via telefone, somente ocorreu porque o contribuinte Pedro Passos Coelho é uma pessoa das minhas relações pessoais e de amizade", acrescentou ainda a funcionária.


"O primeiro-ministro não procurou obter qualquer tratamento de favor por parte da Autoridade Tributária e Aduaneira, nem solicitou informação privilegiada ou sigilosa acerca da sua situação fiscal a qualquer funcionário daquela instituição", respondeu Passos Coelho através de fonte oficial de São Bento.

"Tal como sucede a qualquer cidadão na sua relação com o Fisco, quando foi chamado a regularizar aspectos da sua vida contributiva, o primeiro-ministro fê-lo no estrito cumprimento da lei, sem qualquer subterfúgio, comportamento dilatório ou tratamento de favor", acrescentou.