O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou esta sexta-feira que Portugal desperdiçou oportunidades criadas pelos fundos europeus e afirmou que o Governo pretende investi-los melhor, assegurando que têm retorno para a economia, incluindo no caso das infraestruturas.

PS colaborou de forma «próxima» com o Governo sobre fundos europeus

Passos quer Portugal a executar fundos comunitários já no 2º semestre

A aplicação dos fundos europeus para o período 2014-2020 foi o tema da intervenção inicial do primeiro-ministro no debate quinzenal na Assembleia da República, que disse ter havido sobre esta matéria uma colaboração «próxima» do PS com o Governo.

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No seu discurso, Passos Coelho referiu que Portugal é «um dos países que melhor aplicou, do ponto de vista formal» os fundos europeus, e ressalvou que o executivo PSD/CDS-PP quer manter esse «elevado nível de absorção dos fundos».

Contudo, em seguida, assinalou que «Portugal não deixou, no seu conjunto, de ser um país de convergência e, desde que integrou a União Europeia, é mesmo o único país que se mantém, desde o início, como um país de convergência».

Segundo o primeiro-ministro, isso significa que «todo o financiamento que foi colocado à disposição de Portugal para convergir com a média dos seus parceiros europeus não foi bem-sucedido», o que «obriga a tirar conclusões».

«Durante muitos anos, utilizámos os fundos europeus para realizar infraestruturas que se consideravam importantes para o país, e hoje sabemos que muitas delas não eram, de facto, importantes para o país», criticou.

Passos Coelho concluiu que Portugal precisa de «investir melhor esse financiamento do que aconteceu no passado» e de «não desperdiçar as oportunidades» que os fundos europeus representam.