O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou esta quinta-feira que as previsões do Banco de Portugal demonstram que a retoma económica está a ser «mais robusta», permitindo «pensar no médio prazo com mais otimismo e mais confiança».

«São previsões que, julgo, confirmam no essencial que a retoma que estamos a observar em Portugal é uma retoma mais robusta do que há alguns meses se achava», afirmou Passos Coelho aos jornalistas, à saída de uma visita à Universidade de Quioto, no Japão, onde hoje inicióu uma visita oficial de três dias.


O Banco de Portugal melhorou na quarta-feira as previsões de crescimento da economia portuguesa, antecipando que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 1,7% este ano e 1,9% em 2016, estimativas mais otimistas do que as do Governo, que previu 1,5% para 2015, na proposta de Orçamento do Estado para este ano, e 1,7% para 2016, no Documento de Estratégia Orçamental (DEO).

Relativamente a estes números, o chefe de Governo disse que o executivo, para já, mantém as previsões apresentadas.

«Isso não significa que não vejamos todos os dias razões para, em primeiro lugar, verificar que a nossa retoma está a ser melhor do que o esperado há uns meses atrás e que, portanto, podemos pensar no médio prazo com mais otimismo e mais confiança, sobretudo quando sabemos que as nossas exportações terão um peso mais importante como motor do crescimento», declarou.


Passos Coelho sublinhou que as previsões do banco central apontam que «o investimento está a retomar com mais força».

«Isso é importante, porque nós não teremos um crescimento sustentável sem investimento, não é apenas por as pessoas consumirem mais e poder haver uma expansão do nosso consumo interno que o nosso PIB e que a nossa economia se podem desenvolver mais, ela (economia) só se pode desenvolver na medida em que haja mais rendimento, portanto, mais investimento e mais postos de trabalho», frisou.