O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que o país, ao encerrar um ciclo de emergência, vai agora mostrar a «todo o mundo» que não precisa de uma tutela externa para se governar.

«Creio que nesta fase que vivemos, que é de ter encerrado um ciclo de emergência, estamos agora à procura de poder mostrar a todo o mundo que não precisamos de uma tutela externa para mostrar que nos sabemos governar, sabemos o que é importante e sabemos o que temos de fazer para futuro», adiantou Pedro Passos Coelho, na inauguração do Museu dos Descobrimentos, no Porto.

Acrescentando que «isso pode ser um estímulo muito grande para todos aqueles que estão apenas à espera de ver se já está ou não na hora de acreditar mais na nossa história, no nosso país e no nosso futuro».

O chefe do executivo PSD/CDS-PP anunciou, no passado domingo, que Portugal vai sair do atual resgate financeiro sem recorrer a qualquer programa cautelar, regressando autonomamente aos mercados.

Neste momento, o país precisa de «muitas pessoas empreendedoras», que não se deixem vencer pelas adversidades, e novos postos de trabalho para «reabsorver muito do desemprego que a crise gerou ao longo destes anos», considerou.

O primeiro-ministro português disse que Portugal precisa ainda de atrair mais turistas, reencontrar o «espírito cosmopolita» que levou os portugueses aos quatro cantos do mundo e «dar-se» com os outros.

Depois de ter feito uma pequena visita de barco pelo Museu dos Descobrimentos, Pedro Passos Coelho referiu que a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) tem merecido interesse redobrado de «muitos» países.

«Países como o Japão ou a Índia consideram a possibilidade de solicitar o estatuto de observadores da Comunidade de Países de Língua Portuguesa», revelou.

Elogiando o investimento de oito milhões feitos no espaço museológico e a criação de 40 postos de trabalho, o chefe do executivo PSD/CDS-PP adiantou que o caminho é investir em atividades que combinem riqueza ancestral com economia atual e de futuro.

Passos Coelho salientou que são investimentos como estes que melhoram a imagem do país, ajudam na sua recuperação económica e atarem novos investidores.

«Acreditando na nossa história e em nós próprios podemos também ter mais confiança no futuro», concluiu.