O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu esta segunda-feira que o reforço das interligações de Portugal e Espanha com as redes elétricas europeias vai permitir aumentar as exportações nacionais de energias renováveis, tornando mais apetecível o investimento nesta área.

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«Os europeus precisam da energia que nós aqui possamos produzir em termos de eletricidade a partir das fontes renováveis, que são mais baratas do que os investimentos que têm sido feitos na Europa», afirmou o primeiro-ministro, durante uma visita a três unidades industriais em Vagos, no distrito de Aveiro, cita a Lusa.

Passos Coelho referiu ainda que Portugal tem capacidade para crescer na exportação de energias renováveis «assim que as interligações pelos Pirinéus o permitam».

Atualmente, o nível de interligação é inferior a 2% da capacidade instalada, mas recentemente o Conselho Europeu aprovou o objetivo de aumentar a capacidade de interligação das redes elétricas para 10% até 2020.

Para Passos Coelho, isto «significa que muitos dos que olham para Portugal e Espanha com interesse para investir nas fontes renováveis, saberão que esses investimentos poderão ter um elevado retorno».

O primeiro-ministro aproveitou ainda a oportunidade para defender uma integração cada vez maior no mercado europeu, realçando a «grande integração económica e financeira» que Portugal e Espanha tiveram ao longo dos últimos anos.

«Queremos menos barreiras, uma competição mais leal, que os Estados não desvirtuem essa competição e que os recursos humanos e financeiros estejam orientados para os projetos que têm mais mérito, que apresentam mais retorno», referiu.

O primeiro-ministro visitou o Parque Empresarial de Vagos, começando pelas novas instalações da Grupel, empresa que se dedica ao fabrico de geradores elétricos e que conta atualmente com 52 colaboradores.

A empresa investiu recentemente na construção de uma nova fábrica, que permitiu aumentar em 400% a capacidade produtiva. Este ano, a empresa deverá atingir uma produção anual de 2.000 geradores.

Passos Coelho seguiu depois para a fábrica de Vagos da Plafesa, um grupo de capital espanhol dedicado à produção de aço de carbono, nomeadamente para a indústria automóvel, onde trabalham mais de 70 pessoas.

Atualmente, 40% da produção destina-se ao mercado externo, mas a empresa espera aumentar este valor para os 60%, nos próximos três anos.

Passos Coelho terminou a deslocação ao Município de Vagos com a visita à Power Blades, empresa produtora de pás para torres eólicas que tem em curso a ampliação de instalações e perspetiva recrutar até março de 2015, mais de 470 trabalhadores.